…But that was [yesterday]

por Lígia Wendler

“…But That Was [Yesterday]” é um jogo experimental em que, inicialmente, o jogador pode apenas andar para a direita (que para o personagem seria andar para frente)  e olhar para a esquerda (que para o personagem seria olhar para trás).

O jogo começa com o personagem parado e, na sua frente, como se fosse uma sombra que, quando o personagem está mais perto, parece tentar atraí-lo. Ao virar para trás, a sombra parece diminuir e sair da tela. Seguindo em frente, voltamos a encontrá-la e, ao encostar nela, o personagem leva como se fosse um choque em que vemos várias lembranças suas misturadas.

Os comandos do personagem são falados pelos personagens secundários, por exemplo, quando depois de ver as lembranças, o personagem está caído no chão e o cachorro ao seu lado indica a seta para cima, para que ele se levante. Seguimos então afastando a sombra e caminhando para frente até que chegamos num penhasco e entramos numa das lembranças do personagem.

Nesta lembrança, o personagem relembra sua história com o amigo e também é onde o jogador “aprende” a pular, o que não era possível anteriormente. Os dois estão no telhado de um prédio e começam a pular de telhado em telhado até que o personagem acaba caindo e voltando ao ambiente inicial, mas agora com a possíbilidade de pular.

O jogo segue com o personagem principal agora pulando de penhasco em penhasco, até que encontramos algo diferente no cenário: um balanço. O balanço faz parte da segunda lembrança, em que descobrimos que o personagem está apaixonado por uma garota que foi embora. Nessa lembrança aprendemos também a balançar. O interessante no balançar, é que o personagem é quase que o centro da tela e o que balança é o fundo, como se o jogador estivesse balançando.

Voltando ao ambiente inicial novamente agora pulamos penhascos e, de vez em quando, balançamos para mudar o caminho.

Novamente chegamos a um penhasco mas com uma diferença: do outro lado está a garota por quem o personagem está apaixonado. Não conseguimos pular o suficiente para alcançá-la e, acabamos morrendo e recomeçando o jogo do lugar de onde pulamos. Vendo que morremos, a garota acaba pulando do penhasco e, para a surpresa do jogador, renasce do mesmo ponto que ele, fazendo com que eles finalmente se reencontrem.

O jogo fala do aprendizado que temos com as pessoas, das nossas lembranças, suas importâncias, mas o mais importante, o jogo fala para não desistirmos. E, como o personagem do jogo, ter esperanças de reecontrar pessoas queridas e não desistir dos seus objetivos e, como diz sua frase final, deixar esse medo para trás:

“I used to think she was gone

…but that was yesterday”

(Para jogar, clique na primeira imagem do post)

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